Espetáculo Teatral
Como um “cartão postal ao vivo”, histórias são
contadas e cantadas. Repletas de curiosidades, lendas e tradições,
brotam e se encadeiam através dos ritmos da fala, das músicas, dos
sons, da movimentação. Com trilha sonora executada ao vivo e gravada,
com humor e emoção, criam cumplicidade, valorizando a identidade
cultural e a auto-estima de cidadão do mundo e colaborando para expandir
nosso pensamento sobre questões cruciais do nosso tempo, como a injustiça
social, racismo, preconceito, violência e o rompimento de fronteiras dentro
de um mesmo País.
“É preciso conhecer para amar. E uma nação
que não conhece a raiz da sua história, está muito aquém
daquilo que ela devia ter como sua cultura”.
Franklin Cascaes
O ROTEIRO
Além do trecho cantado do poema Antônio Chimango, do poema Pacto
Social e as músicas “Canção para Julieta” e
“Onde está minha Janela”, fazem parte do roteiro as seguintes
histórias:
Os Guaranis - A saga da migração até o extermínio
das nações indígenas no território do antigo continente
de São Pedro, hoje o Rio Grande do Sul.
Homens Invisíveis - Não foram os índios os primeiros
habitantes da cidade. Há mais de três mil anos, viveram, por aqui,
homens primitivos que deixaram vestígios no sítio arqueológico
do Lami.
Chimangos e Maragatos - Nem morno, nem cinza! Para os gaúchos tem que
ser frio ou quente, preto ou branco, Grêmio ou Colorado, chimango ou maragato.
O Hino - O hino Rio-Grandense é da época da Guerra dos Farrapos
e tem como autor um mineiro apoiador dos imperiais.
A Forca - A maldição dos injustiçados é a pior
de todas as pragas, e é por isso que a Igreja Nossa Sra das Dores levou
quase um século para ser concluída.
História de Julieta - Um casal de adolescentes, após assistir
o filme Romeu e Julieta, passam a acreditar que estão predestinados como
os personagens de Shakespeare.
O Linguiceiro - Em 1864 foi desvendado o pavoroso caso da Rua do Arvoredo,
onde o assassino José Ramos roubava e matava suas vítimas (atraídas
por sua bela esposa Catarina Palse) transformando-as em lingüiças.
Carnaval - Em 1832, pular Carnaval em Porto Alegre dava oito dias de cadeia...
Os Bondes Puxados a Burro - Entre lombas e empacamentos, circularam em Porto
Alegre de 1873 até 1908 e transportavam até 40 mil passageiros
por mês.
O chimarrão - Rio Grande do Sul é uma Babel étnica, colcha
de retalhos geográficos, povo com identidade própria e um símbolo:
O chimarrão.
“... essas histórias se transformam em uma viagem
às entranhas deste povo meio xucro, meio indomável, como elas.
São histórias para não dormir. Histórias para despertar
o sentido, mais do que o conhecimento, sobre um canto do mundo chamado Rio Grande
do Sul.”
Rosina Duarte
ELEMENTOS CÊNICOS
Fazem parte do cenário um baú com rodas, que contém alguns
objetos cênicos (lampião, cuia e bomba de chimarrão, térmica...)
e serve como tablado e “esconderijo”, e uma espécie de veículo
dotado de rodas, sobre o qual a atriz literalmente percorre o palco, trocando
sua aparência e função, desde uma janela, até uma
vela de barco, patinete, parapeito, forca, cortina, asa delta, berço,
carroça e outros.
O figurino é composto por uma bermuda/bombacha, camiseta, lenço
e uma capa que transforma-se no decorrer do espetáculo.
FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO
Textos: Rosina Duarte
(com exceção de trechos do poema "Antônio Chimango"
de Amaro Juvenal, do poema "Pacto Social" de Orlando Mazzini Silva
e o texto “Carnaval” de Deborah Finocchiaro, Dedé Ribeiro
e Fábio Zimbres)
Pesquisa: Rosina Duarte
(com exceção de “Carnaval” e “História
de Julieta” de Dedé Ribeiro e Fábio Zimbres)
Direção geral, concepção, atuação
e violão: Deborah Finocchiaro
Assistência de direção: Elaine Regina
Trilha sonora:
Concepção musical: Cau Netto, Deborah Finocchiaro e Edinho Espíndola
Direção musical, arranjos, mixagem, e teclados: Cau Netto
Arranjos, voz e violão: Deborah Finocchiaro
Músicas: Cau Netto e Deborah Finocchiaro
(com exceção das músicas "Semeadura" de Vitor
Ramil e José Fogaça, "Celebração" de Edinho
Espíndola e Nelson Coelho de Castro, “Canção para
Julieta” de Laura Finocchiaro e "Onde está Minha Janela"
de Léo Henkin, Dedé Ribeiro e Renato Mendonça)
Cenário: Rafael Silva
Figurino: Companhia de Solos & Bem Acompanhados
Confecção e produção de figurino: Titi Lopes
Iluminação: Fabrício Simões
Técnico de som: José Derli Rodrigues
Programação Gráfica: Rosana Pozzobon
Produção: Elisete Idalgo e Deborah Finocchiaro
Realização: Companhia de Solos & Bem Acompanhados
NECESSIDADES TÉCNICAS
PESSOAL
02 carregadores para cenário
02 técnicos para montagem de luz
01 técnico de som
ILUMINAÇÃO
01 mesa digital de 24/48 canais
36 canais de rack
28 lâmpadas par 64 #5
20 Pcs 1000 W
08 fresnéis de 1000 W
04 elipsoidais de 1000 W
8 set lights 1000 W
8 gelatinas para set light (vermelho 26 e verde 90)
01 lâmpada estroboscópica 3000 W
01 máquina de fumaça (com controle na cabine de luz)
SONORIZAÇÃO
01 mesa de 08 canais
01 cd player com display
01 reverber - plate
01 EQ 31 bandas para microfone
02 monitores de palco
sistema de PA compatível com o local
MEDIDAS MÍNIMAS DE PALCO
Pé direito: 4m, Boca de cena: 7m, Profundidade: 5m
TRANSPORTE
Cenário: 01 baú de 1,08m X 50cm X 63cm – peso 80Kg
Equipe: 04 pessoas (não incluindo motorista): 01 atriz, 01 produtor,
01 técnico de som, 01 técnico de luz.
Dependendo da distância, transporte aéreo, van ou ônibus
ou carro com reboque para cenário e equipe.
ESTADIA E ALIMENTAÇÃO
Para 04 pessoas (não incluindo motorista)
Rooming list: 02 apartamento single, 01 apartamento duplo
CAMARIM
Água mineral sem gás, suco ou refrigerante, maçãs
e lanche
MONTAGEM
Mínimo de 08 horas
O espetáculo tem versatilidade, podendo adaptar-se a diferentes espaços
e em diferentes condições técnicas a combinar.